sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Lição n. 6: Sou Perita no Volante!

André em casa, recuperado depois de 3 semanas de hospital. As lições (sérias) que eu queria dividir já foram postadas. Agora que volto à rotina e já me sinto mais normal, não posso deixar de comentar uma última lição... Pura sacanagem, mas, como disse, estou me sentindo mais normal: a velha Ana Paula (agora ainda mais velha e irreversivelmente mais experiente) está de volta!

É o seguinte: quem já usou o estacionamento do edifício-garagem do Hospital Moinhos de Vento vai me entender. Daria pra dizer que os caras não economizaram em espaço, mas a verdade é que AQUELE  é que é o espaço que deveria ter uma vaga na garagem. Eu entrava e saía sem manobrar, como um ás no volante -- e parei de achar que tinha engordado, pois saía tão facilmente pela porta...

Inmetro, ABNT, ISO, Smov e quem mais que se ache na prerrogativa de fixar ou fiscalizar  padronizações, professores e estudantes das faculdades de arquitetura e engenharia, todos deveriam visitar o tal estacionamento para aprender como é que se faz. Deveriam premiar os arquitetos e os engenheiros que fizeram aqueles cálculos perfeitos para as lombas de acesso e para as vagas de estacionamento, que nos poupam de ficar alinhando o carro mais pra lá ou mais pra cá, tudo para evitar que eu saia sem amassar a porta do vizinho ou que o vizinho do outro lado entre sem amassar a minha.

Digo tudo isso porque, cada vez que vou no Zaffari da Anita Garibaldi ou que entro na garagem do meu próprio prédio, eu penso que eu deveria ter um furgão ou qualquer outro carro cujas portas abrissem no sentido longitudinal. Ou que deveria fazer mais exercícios para diminuir as minhas medidas. Sim, porque os espaços ali projetados não contemplam um veículo que, como o meu, tenha as portas que abram para fora, num ângulo de pelo menos 45 graus. 30 graus é o máximo que se consegue sem amassar a porta do carro do vizinho, e olha que, mesmo sendo magra, eu tomo um suador para sair do carro nesse parco ângulozinho.  Tudo isso para economizar o quê? 30 centímetros por vaga?

Mas os defeitos não param na largura da vaga da garagem... No prédio comercial do escritório - prédio Triplo A-, a lomba que dá acesso ao segundo andar de estacionamento só tem ângulo para passar carro pequeno, tipo Gol ou Clio. Um sedan médio não sobe e desce ileso. Acho que o projetista do prédio devia ter um Smart -- e também não ser muito smart. Já a lomba de acesso ao segundo andar de garagem do prédio residencial da minha melhor amiga teve que ser demolida e refeita, pois caminhonetes não passavam. Detalhe: 80% dos moradores de lá têm caminhonetes e a garagem do andar térreo não supria os 80% da demanda. Outro non-smart deve ter projetado a tal garagem.

O ponto é: como é que isso ainda acontece?! Faltou estudo para essa gente? É burrice, malícia ou simples economia de 0,3 metro? Ninguém nota durante a construção? Ou na aprovação do projeto? Falta régua e calculadora ou neurônios? Garagem não precisa de "habite-se"? Fala sério!!!

Pelo menos a garagem do HMV resolveu isso para mim: não é que eu não saiba estacionar direito. É que não é qualquer um que sabe fazer garagem...

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